A transfusão de concentrados plaquetários tem por objetivo a reposição em plaquetopênicos por déficit de produção ou em transfusão maciça.

Indicações

  • Falência medular em vigência de sangramento, como na anemia aplástica, mielodisplasia, pós-quimioterapia ablativa, anemia megaloblástica.

Baseado na contagem plaquetária

  • Contagem plaquetária < 10000/mm3, mesmo sem fatores de risco.
  • Contagem plaquetária < 20000/mm3, em presença de fatores de risco: esplenomegalia, febre, sepsis, medicações específicas (ex: globulinas anti-linfocíticas, anfotericina, etc), GVHD, entre outros.
  • Contagem plaquetária < 30000/mm3, em pequenos procedimentos cirúrgicos, como biópsia, intracath, coleta de LCR, entre outros.
  • Contagem plaquatária < 50000/mm3, em procedimentos cirúrgicos de médio e grande porte.
  • Contagem plaquetária < 100000/mm3, em neurocirurgias e pós procedimentos com circulação extra-corpórea.

 

Em pacientes com consumo periférico de plaquetas

- Somente transfundir plaquetas se houver sangramento com risco de vida.

 

Transfusão maciça
- Considerar a contagem plaquetária como acima, considerando sangramentos ou alteração da hemostasia.

Dose: 1 Unidade para cada 10 Kg, 1 a 2 vezes ao dia, conforme necessidade clínica. O paciente deve ser reavaliado antes de cada transfusão. Um concentrado de plaquetas obtido por aféreses corresponde de 6 a 8 unidades de plaquetas convencionais, para efeito de cálculo de dose.

Obs: O uso de concentrado de plaquetas modificado (irradiados, deleucotizados e filtrados) deve seguir as mesmas recomendações dos concentrados de hemácias modificados.


Para maiores informações sobre a transfusão de Concentrado Plaquetários consulte o GUIA PARA USO DE HEMOCOMPONENTES – Ministério da Saúde – 2009 – página 32.